sábado, 26 de janeiro de 2019

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Para uma parcela de estudiosos da Geografia não é correto denominar de Geografia Ambiental o campo de estudos que tem como objeto analisar as inter-relações do Homem com a Natureza ou o efeito das ações humanas na Natureza e vice-versa porque a denominação Geografia por si só já remete ao referido campo de estudos. 
Assim sendo, pode-se dizer que uma das enfases de competência da Geografia como ramo científico é o estudo ambiental do ponto de vista da reciprocidade das relações entre o Homem e a Natureza que, para atingir os seus resultados, muitas vezes, se utiliza da interface com outros ramos científicos.

domingo, 25 de março de 2018

OBJETOS DO ESPAÇO GEOGRÁFICO CADA VEZ MAIS AUTOMATIZADOS

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Para alguns articulistas de temas da Internet está para eclodir uma nova revolução industrial baseada nos recursos tecnológicos da informática e da eletrônica, cuja denominação popular é a Internet das Coisas. 

Para outros esta etapa já está em pleno desenvolvimento e aplicação crescente em várias partes do espaço geográfico mundial. Ou seja, objetos fabricados para funcionar como robôs ou dotados de sensores, chips, antenas etc. estão no mercado de consumo há alguns anos.

Portanto, ano após ano aumenta a quantidade de objetos inteligentes nas relações sócio espaciais a merecer a reflexão sobre os efeitos positivos e negativos desse novo modo de consumo em sociedades social, econômica e tecnológica mente desiguais.

domingo, 18 de março de 2018

AUTOMATIZAÇÃO DE ATIVIDADES COMERCIAIS E SERVIÇOS SOB ENFOQUE DA GEOGRAFIA ECONÔMICA

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Registra-se aqui a atualidade do artigo traduzido do espanhol(http://www.sinpermiso.info/textos/robots-que-significan-para-el-empleo-y-los-sueldos), para o português pelo administrador deste blogintitulado neste idioma de "Robôs: que significam para o emprego e os salários?", de autoria de Michael Roberts, publicado  pela rede GEOECON sob número RGE 211/18.

Nele o autor registra o fato de uma rede varejista estadunidense ter aberto um armazém piloto em que os clientes compram as mercadorias sem a presença de funcionários atuando como atendentes de balcão ou caixas físicos de pagamento. 

Neste caso o cliente baixa previamente um aplicativo da rede varejista em seus telefones e depois de escolherem os produtos de seu interesse, no interior da loja, as faturas são enviadas aos seus telefones.

Vale dizer que esse método se assemelha à tecnologia utilizada pelos bancos e outras instituições financeiras com a implantação dos caixas eletrônicos nas agências e pontos públicos de frequência como supermercados, lojas de conveniência etc. Também é comparável aos supermercados e cinemas que já operam os chamados caixas inteligentes, ou seja, a mão-de-obra do funcionário que exerceria a função de caixa é substituída pelo trabalho do consumidor.

Portanto, este post estimula a reflexão e o debate quanto ao papel da tecnologia na criação ou eliminação de postos de trabalho humano e seus efeitos socioeconômicos. E também sobre o fato de o setor empresarial utilizar o serviço do próprio cliente/consumidor concedendo-lhe ou não uma contrapartida remuneratória. 

Há quem diga que a maquinaria no mundo empresarial e de consumo pode aumentar a disponibilidade de trabalhadores desempregados e a sujeição deles à lei da oferta e da procura e, eventualmente, ao baixo salário e ao trabalho precarizado. 

Nesse caso é oportuno ressaltar que a disseminação da substituição de trabalhadores humanos por máquinas, pode reduzir a massa de renda dos trabalhadores. Esse fato permite lançar a seguinte hipótese a ser comprovada: como consumidores que são, os trabalhadores desempregados comprarão cada vez menos e, comprando menos, afetarão o desenvolvimento econômico pretendido pelos próprios empregadores. 

Diante disso, não é errado lembrar e levar em conta o que parece óbvio: a rentabilidade do capital também depende do aumento de sua circulação na economia. E, preferencialmente na mão de mais pessoas que, para isso, necessitam estar empregadas e/ou atuando como empreendedoras e, em consequência, remuneradas. 

Assim, com a abundância de recursos e bens, sobretudo os básicos (educação, saúde, moradia etc.), no primeiro momento, a mais pessoas, as boas condições de vida podem atender, de modo crescente, a todos os protagonistas da geografia econômica local, regional ou mundial.

Saiba mais:

http://www.sinpermiso.info/textos/robots-que-significan-para-el-empleo-y-los-sueldos

sábado, 17 de março de 2018

FATOS HISTÓRICOS E A EVOLUÇÃO DO MÉTODO DA GEOGRAFIA

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Entre 1870 e este final da década de 2010 verificou-se que as tipologias dos conceitos chaves da Geografia e suas respectivas aplicações podem ser periodizadas. 

É importante destacar que a técnica de periodização utilizada neste post, além de simplificar as descrições, está orientada no objeto de análise adotado pelos estudiosos proeminentes de cada período. 

Nesse caso é imprescindível mencionar que a definição e/ou alteração de cada método sofreu as influências emanadas de fatos históricos de grande repercussão materializados no espaço físico em cada época e que exigiam explicação. 

Desse modo os parágrafos seguintes versarão sobre o tema e também citarão alguns entre muitos geógrafos importantes do período de abordagem.

Sendo assim, os conceitos chaves predominantes entre 1870 e 1950, cujo período ficou conhecido como Geografia Tradicional e se destacaram o alemão FRIEDRICH RATZEL e o francês PAUL VIDAL DE LA BLACHE, foram indistintamente TERRITÓRIO, PAISAGEM e REGIÃO, a partir de descrições de suas características.

Já o período entre 1950  e 1990 ficou conhecido por Geografia Teorética-Quantitativa (ou Nova Geografia) e Geografia Humanista e estiveram em destaque o alemão FRED SCHAEFER e o inglês GORDON MANLEY que atuaram naquela e  YI-FU TUAN nesta. Os conceitos mais enfocados, inclusive com o uso de recursos informacionais foram, respectivamente, ESPAÇO, fundamentando os estudos da organização espacial, e LUGAR com valorização dos seus aspectos culturais.

O período entre 1990 e este final da década de 2010, por sua vez, teve a característica a Geografia Radical (ou Crítica) onde se destacaram o francês IVES LACOSTE e o brasileiro MILTON SANTOS. Tornou-se chave o conceito de ESPAÇO GEOGRÁFICO constituído pela integração do espaço social (relações sociais) ao espaço natural e seus elementos (espaço físico), incluindo-se os objetos produzidos pelo trabalho humano com o uso da técnica. 

sexta-feira, 9 de março de 2018

GEOLOCALIZAÇÃO COMO FERRAMENTA PARA O PLANEJAMENTO URBANO

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Geolocalização ou georeferenciação é um termo cuja definição é mais facilmente entendida pelos profissionais das disciplinas científicas que têm por objeto de estudo a Terra. Trata-se da localização geográfica instantânea do alvo de interesse, num ponto determinado. Para tanto se utiliza a integração de hardware (celulares de alta resolução entre outros dispositivos móveis) e software (inclusive receptores de GPS e sistema de coordenadas) alimentado por dados geográficos.

Essa técnica geralmente é aplicada por profissionais das áreas de Geografia, agrimensura, engenharia e topografia. Ela é exigida pela Lei nº 13.465/17 e a norma ABNT NBR 14.166. Também está prevista no Acordo de Cooperação da Rede de Marcos Passivos firmado entre o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para quem não tem dispositivos portáveis, como o celular, por exemplo, o site do dicionário "que conceito" (http://queconceito.com.br/geolocalizacao) indica como opção o Google Earth que se trata de "um programa informático, similar ao sistema de informação geográfica, que permite obter imagens do planeta em tecnologia 3D em combinação com imagens de satélite, mapas e o mecanismo de busca do Google [...]".


Saiba mais:

PRÁTICA ANTIGA ESTÁ PRESENTE HOJE: EXPORTAÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS E IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS MANUFATURADOS

Panamá abre las esclusas al comercio con China

A relação comercial assemelhada à que ocorria nos Séculos XV e XVIII entre as Metrópoles europeias e suas Colônias latino-americanas  se repete parcialmente neste final da década de 2010. Ou seja, no gráfico supracitado, da balança comercial do período entre 2004 e 2017, o valor das exportações do Panamá para a China foi proporcionalmente ínfimo. Atingiu a cifra de 37,8 milhões de dólares contra a importância de 922,0 milhões de dólares de importação da China. 

E mais, por um lado as exportações panamenhas se limitaram principalmente a produtos agrícolas e minérios. Por outro lado, a alta cifra atingida pelas importações panamenhas oriundas do país asiático são constituídas de produtos industrializados que, evidentemente, contém valor agregado da tecnologia (Fonte: Óscar Granados, El País, 24/02/18 citado por [redgeoecon] 144/18 - Panamá abre las esclusas al comercio con China).

Sendo assim o gráfico seguinte justifica o ponto de vista antes citado que evidencia a replicação, nos dias atuais, quanto ao aspecto econômico, de uma prática de comércio entre Nações extinta oficialmente a mais de 200 anos. 

Vale dizer que o acordo comercial já citado não é integralmente uma prática mercantilista por dois motivos principais. Motivo 1: está estabelecido entre países soberanos. Motivo 2: aparentemente não prevê a dependência política, econômica, social e cultural  entre ambos como ocorria no pacto colonial.


Pacto Colonial (Século XV ao Século XVIII)
Pacto colonial
Fonte:https://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/pacto-colonial-a-relacao-metropole-colonia

Ressalta-se, porém, que o modelo de negócio internacional baseado na exportação de matérias-primas e importação de produtos manufaturados também está presente na relação do Brasil com outros países industrializados.

quinta-feira, 1 de março de 2018

(I) LEGALIDADE DA TAXA DE LIXO (RESÍDUO)

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Este post trata do ponto de vista jurídico sobre o tema denominado cobrança da taxa de lixo domiciliar pelos Municípios que,muitas vezes,não é devidamente compreendido pelas fontes geradoras desse material.

Por outro lado sabe-se que a carga tributária no Brasil é considerada absurda ao
mesmo tempo que o serviço prestado não tem boa qualidade na opinião de parcelas dos usuários contribuintes.

Porém, sabe-se também que sem orçamento financeiro para pagar os gastos com a coleta, destinação e ou disposição ambientalmente adequada dos resíduos não há eficiência no serviço prestado.

Divergências à parte transcreve-se a seguir um trecho do texto sobre o assunto publicado na Revista Gerenciamento Ambiental nº 24 (2003).

"Poderá ser cobrada taxa nos casos em que explicita o artigo 77 do Código Tributário Nacional. 'As taxas (...) têm como fato gerador o exercício do regular poder de polícia, ou à utilização efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição'.