sábado, 14 de janeiro de 2017

PANCADA DE CHUVA REPENTINA OU CHUVA DE "MANGA"

Resultado de imagem para o nuvem cumulus e a chuva de manga
Fonte: Google

Sabe-se que nem todas as pessoas gostam dos dias chuvosos, embora admitam que as chuvas sejam imprescindíveis para a vida humana por diversos motivos. Há pessoas que costumam dizer que gostaria que as chuvas acontecessem quando elas não estivessem nas ruas e outras preferem chuvas depois de seus afazeres ou passeios.

Seja como for o humor ou as preferências das pessoas quanto à forma ou período de incidências das chuvas o fato é que nos últimos anos se observa o aumento da frequência de um tipo de chuva que elas nem sempre observam. 

Trata-se do tipo caracterizado tecnicamente de chuva repentina, rápida, isolada e/ou na forma de pancada também chamado popularmente de “chuva de manga” que se precipita, principalmente, no final da primavera (setembro a dezembro) e durante o verão (dezembro a março).

Sua formação invariavelmente ocorre a partir de uma nuvem grande, densa e de cor escura chamada de cúmulos carregada de vapor d’água.

Vale dizer que duas chuvas de manga foram observadas na tarde de sexta-feira (02/12/16), uma caindo entre a divisa das cidades brasileiras de Cravinhos e Serra Azul e, outra na zona Sul de Ribeirão Preto, nas imediações do anel viário. Outra chuva de manga foi constatada no final da tarde do dia 12/01/17, na zona oeste dessa cidade.

Nesse caso chama a atenção o fato de algumas ruas, um ou mais bairros serem atingidos pela chuva e outros não. Ou, atravessar por ela, portanto, num trecho molhado enquanto o trecho vizinho está completamente seco. 

Este é mais um interessante fenômeno da Natureza para o qual a Geografia se revela um importante campo de estudo a ser observado, vivenciado e melhor conhecido. 

E o motivo é sua inquestionável importância na prevenção de efeitos negativos nas inter-relações sócio espaciais, como, por exemplo o de causar estragos nas áreas com deficiente manejo do solo ou dos meios de condução das enxurradas.

Saiba mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Chuva

https://gen2011urc.files.wordpress.com/2012/03/artigo-tavares.pdf



.

PAPEL DO GEÓGRAFO NA INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA TERRITORIAL

Resultado de imagem para ATUAÇÃO DE GEÓGRAFO EM OBRAS DE INFRAESTRUTURA
Fonte: Google

O presente artigo tem o propósito de divulgar algumas contribuições dos profissionais da Geografia relacionadas à infraestrutura e logística aplicadas no território por meio da reprodução de trechos de artigos veiculados em órgãos de comunicação e de links de artigos científicos conforme segue.

- “Rio de lama” em terreno onde se construía mais de 3.000 casas de um residencial denominado “Minha Casa, Minha Vida” em Santarém, oeste do Pará – para o Geógrafo Frederico Gradella “[...] como não teve a preparação da infraestrutura e da coleta das águas pluviais, as águas se concentraram em um único ponto levando toda a areia, todo o material sedimentado da parte mais alta para a parte mais baixa, tampando a tubulação que tinha sido feita provisoriamente, entupindo e causando toda aquela cena que nós vimos, do represamento da água na Fernando Guilhon, e feita uma inundação aqui” (G1 Santarém – 30/01/14, 13h11).

Proposta de construção da barragem no Rio Guapiaçu – Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro – trecho do Relatório da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB): “Entre os atingidos por barragem não estão apenas os que já sofreram os prejuízos causados pela construção destes empreendimentos, mas também os grupos e comunidades ameaçados por projetos de barragem, independentemente das possibilidades reais de sua execução” (GT Agrária, seção AGB Niterói, Rio de Janeiro, abril 2014).

Gestão de obras públicas – trecho de artigo divulgado pelo Instituto de Obras Públicas (IOP): “A inclusão do Princípio da Eficiência na Constituição Federal ao lado dos Princípios da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade e Publicidade, leva à reflexão sobre a questão do que significa ser eficiente [...] e de que forma será cobrada dos engenheiros, arquitetos, geólogos, geógrafos, [...], responsáveis pela implantação destas obras necessárias ao país” [...] (IOP, 13 de abril 2015).

Saiba mais:



domingo, 27 de novembro de 2016

AMAZÔNIA E REGIME DE CHUVAS NO BRASIL

Rio Negro, AM
Fonte: Google

A preservação da Amazônia pelo Estado e sociedade brasileira é necessária não somente devido a sua exuberante diversidade biológica, vegetal e riqueza hídrica e seus reflexos na vida humana regional. Mas, principalmente porque o fenômeno da umidade que circunda a sua geografia é responsável direta pela formação de massas de ar úmidas transportadas para outras regiões do Brasil. 

Portanto, é necessário enfatizar que as chuvas resultantes dessas massas caem principalmente nas regiões Sul e Sudeste e têm repercussões sócio espaciais e econômicas às atividades empresariais e das populações locais. 

Essas massas de ar carregadas de umidade, geradas na Amazônia, que se transformam em chuvas em outras regiões são denominadas por alguns estudiosos como "rios voadores". E a eles são atribuídos os efeitos positivos no aumento da vazão dos córregos, ribeirões e rios e também dos lençóis e/ou aquíferos subterrâneos que abastecem de água inúmeros municípios brasileiros.

O projeto Brasil das Águas discute a saúde dos rios brasileiros e sua relação com a Amazônia e seus "rios voadores", e por isso merece ser conhecido e discutido. 

Essa recomendação se justifica a fim de que sejam adotadas as medidas necessárias à preservação da floresta amazônica sob pena de reduzir a disponibilidade de água nas supracitadas regiões brasileiras.

Saiba mais:



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

MAIS UM ANO DA (NOVA) REPÚBLICA BRASILEIRA

Resultado de imagem para NOVA REPÚBLICA BRASILEIRA
Fonte: Google

A cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império governado por Pedro II, foi o palco da Proclamação da República Brasileira que completa 127 anos amanhã (15).
Este fato histórico geográfico eliminou o regime imperial para adotar o regime republicano de governo na tentativa de resolver as insatisfações de parcelas da sociedade brasileira com o poder imperial.
Passados os problemas da velha República, nos dias atuais, a nova República brasileira enfrenta mais um ciclo de graves problemas socioeconômicos e políticos. Essa assertiva é interpretada no texto de Bertone de Souza, publicado em 12/03/15:
"A raiz dos problemas que enfrentamos é que o crescimento da economia nos últimos doze anos não foi acompanhado de investimentos na melhoria da infraestrutura do país nem por reformas tributária e política. Essas últimas são medidas que nenhum dos governos populista da nova República - que completa três infelizes décadas este ano [2015] - ousou tocar. Nesse ponto, a esquerda e a direita, no que pese suas sutis diferenças, nivelam-se. Como disse no texto 'Além da esquerda e da direita' [...] quanto mais essas reformas demoram a acontecer, mais a sociedade será esmagada pelo peso dos impostos cada vez superiores à qualidade de serviços que recebe"
SAIBA MAIS:



UM EXEMPLO ESTADUNIDENSE PARA O BRASIL



Resultado de imagem para EXEMPLO ESTADUNIDENSE PARA O BRASIL
Fonte: Google

Afora as teses controversas da recém-finalizada campanha eleitoral dos Estados Unidos da América, este post destaca algumas ideias, que poderão ser praticadas no governo do presidente eleito Donald Trump, para reflexão e ação de brasileiros.

A presente iniciativa se justifica no sentido de fazer com que tais ideias sejam admitidas à análise e eventual adoção pelo governo Temer, pois, os problemas que elas se propõem a resolver se assemelham aos do Brasil, neste momento.

São elas: 
1) Redução de impostos pagos tanto pela classe mais rica quanto pelos pobres.
2) Concessão de isenção de imposto de renda para pessoas com renda anual inferior a 25.000 dólares (cerca de 80.000 Reais).
3) Revisão de acordos internacionais que colocam as empresas industriais nacionais em desvantagem.
4) Imposição de restrições aos acordos firmados com países que praticam o "comércio desleal".
5) Melhoria dos serviços de saúde.

Portanto, não é errado dizer que a ousada agenda política-econômica, e geopolítica, anunciada pelo estadunidense Trump, aplicada ao caso brasileiro, poderá reduzir a crise sociopolítica e econômica interna, e aliviar parte dos problemas brasileiros.

Assim, estima-se que, de uma só vez, estas medidas proporcionariam pelo menos quatro benefícios fundamentais para tirar o Brasil da crise:

1) Desenvolvimento do mercado interno;
2)Fortalecimento das empresas nacionais com reflexos positivos no desenvolvimento tecnológico do parque industrial e na geração de emprego e renda;
3) Melhoria do poder de consumo de bens imóveis (casa própria etc.), e móveis, com efeitos positivos na qualidade de vida de milhares de pessoas; e
4) Oferecimento de serviços públicos eficientes.

Agora, a solução definitiva da crise depende de se incluir, nesta agenda, um conjunto de medidas de gestão competente da máquina pública dos Municípios, Estados e da União a fim de equilibrar seu custo benefício que tem sido de evidente desfavor aos contribuintes. 

SAIBA MAIS:






quarta-feira, 9 de novembro de 2016

VITÓRIA DO ESTADUNIDENSE TRUMP PELA ÊNFASE AO LUGAR

Resultado de imagem para ESTADOS UNIDOS COM TRUMP
Fonte: Google

As categorias de análise dos fatos oferecidas pela Geografia permitem inferir que o fenômeno da vitória do candidato republicano Donald Trump,nos Estados Unidos da América - EUA, se relaciona com os conceitos geográficos de Território e Lugar. 
O primeiro conceito trata de um espaço delimitado por fronteiras visíveis ou não a partir de uma ideia, por exemplo, de poder e/ou controle por um determinado grupo de interesse. E o segundo tem relação com a percepção do espaço de forma peculiar, ou seja, com a sua caracterização a partir de valores culturais específicos em que predominam aspectos ligados à afetividade dos seus habitantes.
Essas premissas inseridas as categorias Território e Lugar de alguma forma fizeram parte das teses recentes de Trump. Em sua campanha eleitoral destacou, sobretudo, os valores e as estratégias culturais, socioeconômicas e políticas das populações tradicionais e dos grupos conservadores na defesa do território enquanto espaço nacional. 
Resumidamente, a fundamentação das teses pareceu defender um atuação autônoma, ou menos dependente e de maior proeminência dos EUA nas relações internas e internacionais a partir de recursos territoriais e afetivos próprios de seu povo.
A eclosão desse fenômeno pode indicar que se está diante da sobreposição do local sobre o global como motivação para reestruturar a convivência geopolítica entre as nações, visto que algo parecido ocorreu com o plebicito da separação do Reino Unido da União Européia.
Vale dizer que o tema é complexo e merece o aprofundamento do seu conhecimento para a compreensão seus possíveis desdobramentos em escala local e mundial.

Saiba mais:

terça-feira, 8 de novembro de 2016

PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA: SUPERAVIT OU DÉFICIT?

Resultado de imagem para imagens do sistema de seguridade social brasileiro
Fonte: Google
A despeito do noticiário recente de que se faz necessária mais uma reforma da Previdência Social este post visa contribuir com dados para a reflexão e ação dos interessados.

Afinal de contas trata-se de um assunto extremamente importante para a vida da coletividade brasileira sobretudo em relação às condições administrativas, financeiras e operacionais de o sistema continuar prestando benefícios às atuais e futuras gerações.

Assim sendo, entre outros debates, se destaca a polêmica de que a Previdência Social é ou não deficitária e se precisa ou não de reforma com criação de mais ônus aos atuais contribuintes.

A resposta parece estar no resultado do estudo sobre os recursos tributários financiadores do custeio do sistema. Ou seja, da arrecadação de dinheiro para quitar os benefícios a serem pagos aos segurados e seus dependentes, assim como àqueles cidadãos destinatários da assistência social do órgão. 

Isto porque não parece correto dizer que o modelo de arrecadação e custeio vigente não é sustentável apenas por simples conhecimento dos dados propagandeados pelo governo. É preciso cotejá-los com as informações contábeis  levantadas por organizações de trabalhadores, parlamentares e/ou auditorias independentes.

Portanto, é possível deduzir que o noticiário sobre o déficit da Previdência deve ser recebido com cautela, visto que nem sempre aborda detalhadamente o quantum arrecadado e dispendido. 

A cautela se justifica porque os estudos que embasam opiniões contrárias às do governo não só apontam constantes e bilionários superávits da Previdência (vide abaixo). Mas também o dano causado no orçamento do órgão pela aplicação, pelo governo federal, desde o final de 1990, do mecanismo chamado Desvinculação de Receitas da União (DRU) pelo qual retira dinheiro das contribuições sociais para outros fins. 

Os aspectos éticos e legais do procedimento supracitado requerem ampla reflexão e debate na sociedade, principalmente pela atual geração que no futuro dependerá da eficiência da gestão dos recursos da Previdência para resgatar seus benefícios.


Saiba mais: