sexta-feira, 17 de maio de 2013

PERIGO DE MORTE AUMENTA









Um dos motivos: desleixo com os resíduos, e rejeitos 

humanos como ocorre não somente nas cidades mas

também no mar (pesquise, e comente o caso da ilha de lixo 

no oceano Pacífico) aonde estariam as maiores riquezas 

desta civilização. A solução desse gravíssimo problema não 

é outra senão a mudança dos padrões de produção, 

consumo, e estilo de vida de parte da sociedade que se

 enriquece explorando indevidamente seus semelhantes e

os elementos da Natureza. A miséria da maioria, e a super-

riqueza concentrada na vida de poucos devem ser 

erradicadas.

O que você pensa disso? Como devemos reagir a essa

 infâmia ambiental?

Faça seu comentário aqui e agora!



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Infâmia ambiental


A infâmia é uma palavra pouco usada na linguagem popular, mas nos dicionários quer dizer agir com baixeza, indignidade etc.
Essa é a maneira de agir de uma parcela da população mundial no trato dos resíduos, e rejeitos que produzem, e jogam fora, em qualquer lugar.
Foi encontrada uma ilha gigante (foto), do tamanho da Espanha, e Portugal juntos, localizada no Oceano Pacífico, a 1.000 km do Hawai (América Central), abarrotada de resíduos, e rejeitos sólidos de vários tipos, e tamanhos. Ela parece um lixão flutuante, segundo seu descobridor, um oceanógrafo estadunidense, citado por Graciela Mariani (La Nacion.com), autora da matéria.
Lá teriam sido encontradas lâmpadas, tampas de garrafas, escovas de dente, bóias, artefatos de pesca, e pequenos pedaços de objetos plásticos. Estas substâncias químicas provocariam contaminação de peixes, e outros seres vivos, das águas do entorno da ilha-lixão, ou ilha-país. 
Os resíduos, e rejeitos, descartados indevidamente pelas populações, de varias partes do mundo teriam parado ali, vindos pelo mar, através de correntes marítimas, e de ventos, que atuam nesta região.
Esta notícia provoca indignação nas pessoas, com educação ambiental, não só por que se trata de uma ilha, mas também pelo fato de uma parcela da sociedade insistir em não querer entender que a Terra não é infinita. E, portanto, não se tem abundância de recursos naturais para tudo, e todos, a todo tempo, e a qualquer momento, ou lugar.
Esse é um bom motivo para se refletir sobre o consumo desnecessário de objetos, e o descarte indevido de restos. E, a necessidade de reduzir a geração de resíduos, e rejeitos, associadas às medidas de reutilização, e reciclagem das embalagens, e sobras, inclusive orgânicas (restos de comida, frutas, verduras, legumes, podas vegetais etc.). O caminho é mudar processos, matérias-primas, e hábitos de lidar com a fabricação, o consumo de bens, e os dejetos produzidos.

Acessem o site http://www.livro-cidadedetodos.blogspot.com.br/

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Compostagem de resíduos


Para facilitar a compreensão do tema deste artigo pelas pessoas não ligadas ao meio técnico é preciso definir as palavras compostagem, resíduo e lixo.
A compostagem é uma técnica de reciclagem em que os materiais orgânicos são transformados em composto orgânico. Os materiais orgânicos podem ser restos de frutas, verduras, legumes, cascas, folhas, podas de vegetais em geral.
A palavra lixo tem sido usada de maneira indevida para qualificar todos os materiais descartados pela residência, comércio, escritório, escola, órgão público e privado entre outros. Na prática estes materiais não são lixo, mas se constituem de resíduos (objetos reusáveis e recicláveis, ou compostáveis), e rejeito (aquilo que não tem mais condições de reuso, reciclagem, ou compostagem). O rejeito também pode ser nomeado como lixo. Ou seja, a palavra lixo só deve ser usada como sinônimo de rejeito.
Quanto à compostagem é importante dizer que se trata de uma técnica de fácil, e baixo custo de aplicação para tratar os resíduos orgânicos gerados pelas residências, empresas etc. que atinge entre 45%, e 65% do total coletado. Portanto, ao implantar a compostagem os municípios transformam seus restos inaproveitáveis em adubo para as lavouras, economizando dinheiro com a manutenção de aterros sanitários.
Outro resíduo que pode ser compostado é o de lodo de estações de tratamento de esgoto. O lodo é obtido da remoção do material sólido da água usada para “transportar” as fezes, e outros componentes do esgoto. Aliás, deve-se alertar para o atraso tecnológico do processo de afastamento e tratamento do esgoto no Brasil, ou seja, usar um produto nobre, e em fase de escassez, como a água potável, para transportar dejetos humanos. Ampliar o uso de tratamento de dejetos a seco, como já ocorre em várias comunidades sustentáveis pelo Brasil afora, é uma das alternativas a serem aperfeiçoadas e aplicadas.
No entanto, os governantes não têm colocado nas suas agendas de trabalho o aperfeiçoamento, e a aprovação de política pública de compostagem de resíduos em geral, sobretudo os das residências, e das estações de tratamento de esgoto.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Entulho na beira da estrada


Este artigo é resultado de um giro em busca de notícias sobre o manejo de entulho de construção em três cidades do Estado de São Paulo, uma do Rio de Janeiro, e uma de Rondônia. Não fosse a distância mantida entre uma e outra se poderia dizer que o manejo de entulho, de maneira errada, numa estaria influenciando à outra.
Entretanto um fato em comum há entre elas: o descarte desses materiais em beira de estrada, córregos ou rios. Piscina plástica, pneus, latas, regadores de água, baldes usados em obras, fiação elétrica, madeira, arame, restos de árvores etc. estão entre os materiais abandonados irregularmente nos locais citados.
Numa das cidades os moradores estão preocupados com o mau uso desses materiais. As placas de lajes abandonadas podem se transformar em meio para os criminosos assaltarem colocando-as no meio da pista de trânsito para forçar os veículos pararem.
Mas, esse comportamento incivilizado também está perto de nós. A Rodovia José Fregonesi que liga Cravinhos a Ribeirão Preto, por exemplo, está sendo transformada em local preferido para o descarte de entulho: vigas de concreto, pedaços de cerâmica, restos de asfalto, madeira, fiação, pneu, papel, papelão, privada de louça etc. foram jogados, em três ou quatro trechos, por veículos desconhecidos. A julgar pelos sinais de pneus deixados nos locais, parte deles foi jogada por veículos de médio e grande porte. A foto acima registra um dos montes de restos de obras jogados nesta rodovia.
Diante desse quadro preocupante os governos municipais precisariam implantar, ou aperfeiçoar a política municipal de gestão de resíduos, e rejeitos reforçando o controle das obras em andamento, o plano de coleta e destino, a educação ambiental, e a equipe de fiscalização. Uma boa estratégia é “amarrar” a aprovação dos projetos de reforma, e construção à comprovação da destinação correta dos resíduos, e rejeitos, e oferecer o tratamento deles por tecnologias atualizadas com base em reuso, e reciclagem. Associada a esta tática é envolver os revendedores de material de construção, transportadores, engenheiros, arquitetos, pedreiros e demais profissionais que atuam no ramo. É uma empreitada trabalhosa, mas não impossível de implantar e obter êxito.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Lixo e Educação + Fiscalização


Este artigo tem o propósito de contribuir com a Educação ministrada nas salas de aula sobre o manejo e a destinação do lixo produzido pelas pessoas nas suas casas. Aliás, aqui cabe uma correção: as pessoas não produzem somente lixo, mas também resíduos. Então é errado dar o nome de lixo para os materiais colocados para a coleta municipal. O correto é chamá-los de resíduos (materiais reusáveis e recicláveis, inclusive restos de comida, vegetais etc.) e rejeito ou lixo o resto. Mas também é preciso considerar que mesmo o rejeito, muitas vezes, é assim classificado por que não há interesse ou meio econômico que justificam seu reuso ou reciclagem.
Ao acostumar à nova nomenclatura o gerador do lixo (residências, órgãos públicos, empresas etc.) passará a reconhecer o que pode ou não ser valorizado (reutilizado e reciclado), e por efeito terá mais responsabilidade ambiental na sua destinação.
Outro esclarecimento importante é que se produzem muitos tipos de resíduos e rejeitos: domésticos (gerados principalmente nas residências), de construção e demolição ou entulho (obras públicas e particulares), industriais (sobras de fabricação de produtos), hospitalares infectantes ou não (produzidos nas unidades de saúde humana e animal, e nas residências), radioativos (em domicílios que utilizam equipamentos movidos à energia nuclear), rurais (restos de lavoura, embalagens de veneno etc.). Portanto, se verifica que as atividades humanas dão causa a resíduos e rejeitos diversificados e em diferentes quantidades, cujo peso e volume não param de crescer. Tem cidade que produz diariamente entre 0,500 kg a 1,5 kg por pessoa só de resíduo, e rejeito doméstico. Para agravar a situação a parcela mal educada da população destina colchões, móveis, pneus, sofás nos terrenos baldios, beira de estrada etc. sem preocupação com os males que causam aos outros e a si própria.
Entre as soluções desse problema podem ser citadas: não comprar produtos descartáveis, de baixa qualidade (o barato sai caro), ou de pouca utilidade; as prefeituras melhorarem seus planos e regulamentos de educação ambiental, coleta e fiscalização (usar mais a opção da multa aos infratores).

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Organização do espaço


A Geografia oferece ferramentas para as pessoas conhecerem a organização do espaço em que elas não apenas vivem, mas convivem, visto que o homem assim como os demais animais, guardada as suas peculiaridades, tem necessidade de viver em grupos que formam a sociedade.
De maneira resumida pode-se dizer, por exemplo, que o estado físico do espaço geográfico (onde se convive) depende de “como” está estabelecido o modo de convivência, ou seja, o compartilhamento da vida com outras pessoas no lar, trabalho, lazer e na Escola.
Portanto, um dos desafios da Geografia é facilitar a leitura de “como” os indivíduos estão organizados e convivem diferentes espaços físicos (ruas, quadras, parques etc.), territoriais (de poder ou controle), sociais (diferentes níveis de renda e acessos a oportunidades e bens) dentro do espaço maior chamado município ou cidade.
Assim não é possível explicar a organização espacial sem conhecer as centenas de condutas e as práticas sociais do dia-a-dia dos indivíduos agindo em sociedade. Para contribuir com a reflexão sobre o tema aqui vão cinco condutas observadas em diferentes “pedaços” do espaço que afetam a sua organização nos termos da justa e harmoniosa convivência social: 1) Jogam-se resíduos e rejeitos em terreno vazio, beira de córrego, praia, lavoura, estrada rural, e outras áreas particulares ou públicas, e pede eficiência da Prefeitura na limpeza da cidade e no combate a dengue e outras doenças; 2)Têm-se torcedores de futebol agindo em grupo na prática de atos criminosos e exige-se um político ou polícia virtuosos; 3) Fazem-se manobras arriscadas com os veículos, inclusive criam-se poluição sonora com rádios ligados em volume muito alto e aumenta o ronco do escapamento da moto, mas cobra-se educação de trânsito; 4) Deixam-se veículos ou suas carcaças indevidamente nas ruas, mas cobra eficiência dos gestores públicos na educação e fiscalização; e 5) Envolvem-se com o tráfico de drogas, consumindo ou vendendo, e reclamam do índice crescente de viciados, violência e homicídios.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Cidades sujas


A invenção da frase “cidade limpa povo civilizado” estampada na publicidade de muitas Prefeituras não tem produzido o efeito desejado pelo seu autor ou pelos prefeitos, visto que é comum se encontrar locais sujos com diversos materiais gerados e jogados indevidamente pelos moradores.
Entulho, resíduos e rejeitos domésticos, inclusive sofás e pedaços de móveis; sobras de varejões e supermercados, estopa e panos contaminados com combustíveis e graxas; galhadas, rejeitos de indústrias etc. são encontrados em locais públicos impróprios.
Também é frequente o despejo, em plena luz do dia, de restos de tintas, vernizes, solventes em bueiros; a preparação de massa de assentar tijolos, concreto etc. nas calçadas e ruas, cujos pedreiros, serventes e donos da obra parecem achar a atitude normal. Montes de material vegetal de podas de árvores e jardins ocupam trechos de áreas públicas. Latas com sobras de tintas, sacos com gesso, lâmpadas fluorescentes soltas, pedaços de madeira, telhas fabricadas com amianto, pneus, privadas velhas são depositados na rua pelos geradores na certeza de que não serão punidos, e a Prefeitura (ou catador de rua) vai recolher. O conteúdo das caçambas de entulho, misturado a outros restos, nem sempre é tratado conforme as normas e leis em vigor. O lixo hospitalar gerado nas residências geralmente é colocado misturado ao lixo doméstico, para a coleta municipal, aumentando seu potencial de contaminação da água, do ar e solo. Veículos em desuso ou depenados são abandonados nas ruas.
Diante disso cabem as perguntas: por que são praticadas as atitudes erradas com os resíduos e rejeitos? Qual a relação desses fatos com as epidemias de dengue? É culpa do desleixo de maus cidadãos; das falhas dos serviços, da fiscalização da limpeza pública ou da educação ambiental nas famílias e nas escolas? A denúncia dos infratores às Prefeituras está sendo estimulada? A resposta a estas perguntas é um dever de cada um dos moradores e dos governos, assim como a solução dos problemas levantados.