quinta-feira, 15 de agosto de 2013

CARGA MAL FEITA: PERIGO NA ESTRADA


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Outro dia uma notícia na Internet registrou uma tragédia no estado do Mato Grosso provocada por uma lasca de madeira caída de um caminhão, devido a uma carga mal amarrada, que atingiu e matou o motorista de um ônibus escolar tornando-o desgovernado até parar num matagal na beira da estrada.

Também é freqüente o noticiário dos órgãos de comunicação registrar acidentes envolvendo caminhões pesados e de grande porte e veículos de pequeno porte cujo convívio na estrada é cada vez mais perigoso seja por falhas no pavimento, na sinalização, densidade de veículos, travessias e cruzamentos mal projetados.

A quantidade de acidentes nas estradas e cidades tem crescido continuamente dando a entender que no trânsito tudo pode, por qualquer um, a todo o momento, e a qualquer custo. Mas não é bem assim. Na verdade existem normas técnicas, leis e princípios para a movimentação de cargas conforme as suas características que o responsável pelo caminhão da foto está desrespeitando visto que sua carga está inclinada e pode tombar gerando efeitos imprevisíveis.

Por essas razões os apontamentos do engenheiro Antonio Navarro, especialista em gerenciamento de riscos sobre os efeitos da má distribuição da carga no veículo transportador são aqui reproduzidos: falta de aderência na pista, má estabilidade, além de sobrecarga nos eixos com desgaste antecipado de pneus, freios, eixos, molas, amortecedores, sistemas de direção, e elevação do consumo de combustível.

Outros especialistas afirmam que a má arrumação da carga faz com que a direção fique pesada ou leve conforme o caso, o facho de luz dos faróis é alterado e a estabilidade é comprometida. Ou seja, qualquer uma dessas situações atrapalha a segurança na condução do veículo expondo seu condutor e os demais usuários da via a riscos de acidentes, quase sempre imprevisíveis.

Portanto recomenda-se aos donos e condutores de veículos, assim como às autoridades de trânsito cumprir, ou fazer cumprir, as normas e leis sobre o transporte de cargas e requisitos de segurança. 





segunda-feira, 5 de agosto de 2013

VIDAS EM RISCO






Este artigo tem a finalidade de chamar a atenção dos órgãos municipais e estaduais de trânsito, das concessionárias de rodovias e seus contratados na prestação de serviços de limpeza, poda, roçada, sinalização, obras de alvenaria, drenagem de água de chuva etc. quanto aos riscos e perigos a que seus trabalhadores estão expostos no exercício das atividades.

A foto acima registra um momento em que vários trabalhadores de uma empresa terceirizada da concessionária se encontram em situação de risco no desempenho de suas funções em trecho de uma rodovia na região de Ribeirão Preto.

Como pode ser visto apesar de o vai e vem de veículos terem velocidade constante os trabalhadores parecem destemer ou ignorar os imprevistos do tráfego que podem se transformar em acidentes, muitas vezes fatais.

Assim é oportuno lembrar que a norma técnica para a execução de serviços de manutenção e obras em rodovias determina o planejamento da intervenção na rodovia. Na sua elaboração deve-se considerar o volume e a intensidade de tráfego, as características dos veículos, as condições físicas do trecho, o tipo, a duração e os recursos humanos e materiais a serem utilizados na realização. 

E, por último e não menos importante, adequar às medidas de sinalização e condução do tráfego tendo por objetivo a segurança de todos.


Entre outras, as seguintes medidas devem constar do plano ou projeto: 1) advertir, com a necessária antecedência, a existência de obras e a situação que se verificará na pista de rolamento; 2) regulamentar a velocidade e outras condições para a circulação segura; 3) canalizar e ordenar o fluxo de veículos junto à obra; 4) fornecer informações corretas, claras e padronizadas aos usuários; 5) a sinalização deve apresentar boa legibilidade, visibilidade e credibilidade e se adaptar às condições do tempo (exemplo: retrorreflexiva ou luminosa quando à noite ou locais de neblina).

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

LIMPEZA DAS CIDADES



No momento histórico atual a sociedade está envolvida pela cultura de consumo pelo consumo que não poupa nem mesmo as pessoas de baixa renda. Por conseqüência a geração de resíduos e rejeitos aumenta em exagero ocupando boa parte do espaço das cidades e dando motivo a reclamações pelos problemas sanitários que causam. A legislação e as normas técnicas disciplinam e orientam a gestão, mas nem sempre as prefeituras têm pessoal técnico, equipamentos e veículos adequados para prevenir seus impactos ambientais. Há inúmeros estudos acadêmicos nas prateleiras das universidades contendo soluções, muitas vezes, simples e baratas para o gerenciamento correto desses materiais, todavia, na prática, eles são pouco utilizados. O rigor da lei deixa de ter eficácia pela falta ou deficiência de fiscalização pelos órgãos públicos responsáveis. É minoritária a parcela da população, e do setor produtivo, que se preocupa com a boa gestão dos resíduos e rejeitos porque ainda é mais barato burlar as normas e leis e destiná-los em locais impróprios visto que nem sempre os infratores são denunciados e punidos. Como se não bastasse a classe política, salvo raras exceções, não tem manifestado comprometimento com a elaboração e execução de políticas públicas voltadas para solucionar a má gestão dos resíduos e rejeitos em geral. No entanto, se percebe um engajamento crescente dos órgãos de comunicação na denúncia de locais em que seus descartes incomodam os vizinhos pelo mau cheiro e pela atração de baratas, escorpiões, ratos e até urubus. Por isso a solução não é esperar a instalação de epidemias pelo convívio da população com a imundície; nem tampouco incluir a falha da limpeza pública nos cartazes dos movimentos sociais que tomaram conta das ruas, mas convencer os responsáveis pelas cidades a fazer a lição de casa.

  

sábado, 27 de julho de 2013

BRASIL: MOBILIDADE URBANA CAÓTICA



A causa do problema da mobilidade urbana no Brasil é apontada pelos seguintes motivos: excesso de carros, baixo investimento em vias e não acompanha o aumento da frota que cresce a cada dia, transporte coletivo ruim e caro. 
A Cidade do México, na capital mexicana, por exemplo, teria resolvido seu problema de mobilidade investindo pesado em transporte público. 
O que você pensa disso? Como está o transporte coletivo na sua cidade? Participe, dê sua opinião!


sexta-feira, 26 de julho de 2013

FALTA D'ÁGUA: DESCASO COM A POPULAÇÃO



HORROR URBANO






O termo horror foi usado inesperadamente por uma jovem senhora dentro de uma agência bancária em Ribeirão Preto (SP), na semana passada. Seu gesto de espanto ocorreu quando um motociclista, aparentando pouco mais de 20 anos, se dirigiu a um dos terminais de caixa e, em seguida, foi abordado por um senhor, que fazia a segurança do local, solicitando-lhe a retirada de sua motocicleta da frente de uma área de estacionamento porque ela impedia a saída de veículos.
A indignação da jovem senhora mostrava sua desaprovação com a falta de consideração do motociclista com as normas da boa convivência nas cidades. 
Este não foi um ato isolado. Nota-se que, a cada dia, aumenta o número de pessoas com mau comportamento no uso dos bens públicos e particulares de interesse coletivo. Muitos indivíduos agem como se eles fossem donos das ruas, praças, calçadas, áreas de estacionamento etc., ou seja, dos bens de uso comum que constituem patrimônio da cidade e, portanto, de todos.
O “horror” manifestado pela mulher é resultado do seu descontentamento com a falta de educação que acomete um número crescente de indivíduos. A questão do estacionamento da motocicleta em local proibido foi a “gota d'água”; provavelmente resultou do acúmulo de vários atos incivilizados presenciados por ela no seu convívio cotidiano com as pessoas dentro da cidade.
Com efeito, a prática do desrespeito ao patrimônio individual e coletivo e às regras do bom comportamento se tornou comum. A luz do dia e, muitas vezes, no meio do vai e vem de usuários das ruas e calçadas, ou até nas imediações de postos policiais são cometidos atentados contra as pessoas. Atos de vandalismos tomam conta de manifestações de rua em prejuízo de pessoas que, geralmente, também são vítimas da falha ou falta de políticas públicas para suprir as demandas das cidades. Como se não bastasse à cultura da violência e da banalização da decência também toma conta de programas televisivos que dispõem de meios poderosos de (des) educação.
Para concluir e incentivar a reflexão sobre esse “horror” que não condiz com a cidade como espaço de todos cumpre ressaltar a necessidade de se resgatar a educação moral e cívica e, por efeito, o convívio pobre-pobre, rico-rico, rico-pobre e pobre-rico nas políticas públicas municipais antes que a multiplicação de “horrores” instaure o caos urbano.  



quinta-feira, 18 de julho de 2013

DESPERDÍCIO DE CONCRETO



O monte de concreto mostrado na foto foi jogado de um caminhão-betoneira, usado no transporte e a aplicação desse produto, num trecho da estrada municipal no prolongamento da Avenida Pedro Amoroso um pouco acima do depósito de resíduos e rejeitos de Cravinhos.
Trata-se de um ato de desperdício de matéria-prima de alto custo na construção civil. Mas não é só isso. Provavelmente o dono da obra pagou pelo material descartado e talvez por isso o fornecedor do concreto e o motorista do caminhão-betoneira não tiveram a preocupação nem de poupar os recursos financeiros do seu cliente nem da mãe natureza. E, por efeito, o custo da obra ficou encarecido, o meio ambiente contaminado e os infratores impunes tendo em vista que não foram identificados.
Mas o problema apontado não se restringe a Cravinhos. Segundo a associação de empresários do setor de concretagem a atividade da construção civil estaria descartando anualmente, 45 mil toneladas de concreto na forma de rejeito. Trata-se de restos de produto não usado nas obras, da lavagem do pátio das centrais de produção e do balão (dispositivo de armazenamento) dos caminhões-betoneira usado no seu transporte até a obra.
Transformado em rejeito o concreto requer manejo ambientalmente correto porque é classificado como perigoso devido suas condições químicas (alcalinidade) poder causar danos ao solo, lençol freático etc. Além disso, se gasta muita água (cerca de 700 litros) nos procedimentos de lavagem desses equipamentos e veículos.
Um aditivo químico desenvolvido por uma universidade brasileira evitaria o endurecimento do concreto no balão do caminhão e outros equipamentos permitindo seu reuso e a economia de água, uma vez que não seria necessário lavá-los a cada carga produzida e despejada na obra. O pesquisador responsável pelo aditivo afirma que sua aplicação, no concreto, não gera efeitos colaterais indesejáveis, seja no seu estado fresco ou endurecido.

Portanto, a solução ambiental e econômica para os restos de concreto fresco existe. É preciso mudar a cultura de donos de obras, empresários e motoristas de caminhão-betoneira que desobedecem as normas técnicas e ambientais, seja pela conscientização, multa ou instauração de processo criminal contra os infratores.