sábado, 24 de maio de 2014

CONFLITOS VIÁRIOS

Fonte:https://www.google.com.br

Sabe-se que boa parte dos acidentes entre veículos e desses com pedestres poderia ser evitada se os projetos dos sistemas viários respeitassem rigorosamente as normas técnicas, legais (Código de Trânsito), e a segurança dos usuários das vias.


A afirmação anterior se justifica porque geralmente as avenidas, passagens, praças, ruas e outros logradouros públicos são projetados segundo diretrizes gerais de loteamento orientadas pelas Prefeituras.


Até aí tudo estaria certo se as Prefeituras tivessem uma diretriz específica para o formato dessas vias, principalmente nas suas “interseções” (diferentes formas de cruzamentos e entroncamentos entre vias), e fiscalizassem sua aplicação. 

Mas, são comuns os departamentos técnicos municipais de aprovação de novos ou revitalização dos antigos bairros se preocuparem quase tão somente com a largura das ruas [que nem sempre atende as necessidades dos usuários]. Geralmente fica fora da análise o tipo de veículo, a intensidade e o pico de tráfego, assim como o fluxo de pedestres.

Além disso, nas interseções aumentam, e muito, o perigo de acidentes, inclusive com vítimas fatais. Uma pesquisa demonstrou que mais de 70% dos acidentes nas cidades acontecem nesse ponto de uma avenida, passagem ou rua.

Portanto, se faz necessária a reflexão sobre o tema visando melhorar a qualidade dos projetos de implantação ou gerenciamento de tráfego, de avenidas e ruas, com especial atenção para os cruzamentos em que se verifica a ocorrência de movimentos conflitantes. 

O primeiro passo é identificar esses locais por meio de um levantamento do número de acidentes já registrados, da consulta aos vizinhos dos cruzamentos considerados perigosos e ou da observação do fluxo veículos e de pedestres nos pontos e horários de maior intensidade de uso da via considerada. 

O segundo passo é utilizar os dados para planejar as intervenções após discussão e deliberação com a comunidade envolvida.



Para maiores informações sobre o tema acesse o link:

http://www.labtrans.ufsc.br/PSR/post/Acidentes-em-intersecoes-sao-os-tipos-de-acidentes-mais-comuns.aspx

ESPAÇO PÚBLICO



Para facilitar o entendimento da mensagem que se pretende passar neste artigo cabe a seguinte pergunta e a resposta correspondente: O que é espaço público? É aquele que pode ser usado e possuído harmoniosamente por todas as pessoas independentemente de raça, cor, tamanho, peso, tipo de roupa e cabelo que se usa, ideologia, vínculo político, religião, nível de renda, entre outras qualificações.


Sendo assim, pode-se dizer que o uso do espaço público, para se tornar realidade e proporcionar bons frutos nas relações interpessoais, tem relação direta com a formação de hábitos agregadores e compartilhados entre as pessoas. Ao contrário ele acaba sendo apropriado por pessoas do mal [um tipo que aumenta a cada dia] que estão sempre dispostas a cometer atos ilícitos e geralmente imorais, inclusive por meio de depredações, pichações e destruições de equipamentos comunitários e muitas vezes de propriedades particulares.


A rua, a praça e o parque como parte do espaço público costumam ser considerados elos formadores da estrutura urbana, ou seja, os elementos articuladores das localidades porque permitem o vai e vem e a permanência curta ou demorada dos seus usuários. 

Nesses espaços da geografia da cidade são realizados praticamente todos os acontecimentos provocados pelas pessoas, incentivados ou promovidos pelos órgãos públicos.

No entanto, a falta de planejamento do futuro de médio e longo prazo das cidades foi responsável pelos seus inchaços [ocupação imprópria e desordenada] e, conseqüentemente, os problemas se instalaram e não param de serem agravados. Entre eles estão as questões da moradia, o desemprego e o subemprego, a desigualdade social; a má gestão dos serviços públicos de modo geral justificados por diversos motivos, uns aceitáveis outros não.


Todavia o mais preocupante deles é sem dúvida a violência praticada de modo crescente com desrespeito a um bem fundamental: a vida humana. 


As soluções para as cidades existem, mas precisam fazer parte da vontade política da população e de seus governantes.


Para saber mais sobre o tema faça um click na palavra abaixo e acesse o link correspondente:

sexta-feira, 2 de maio de 2014

ENCERRADA A CONFERÊNCIA REGIONAL HUMBOLDT - FLACSO, QUITO, EQUADOR

Encerrou-se no dia 30/04/14 a Conferência Regional Humboldt realizada pelo Centro Internacional Alexander von Humboldt e Coletivo GeoEcon, ambos da Argentina, e Coletivo Geografia Crítica do Equador, na Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais - FLACSO da cidade de Quito, capital do Equador, entre os dias 28 e 30/04/14.

O evento contou com fóruns de discussão de temas geográficos no contexto de "América Latina como Geografia" em que participaram geógrafos e outros profissionais oriundos da Argentina, Espanha; do Brasil, Equador e Peru, os quais apresentaram e debateram os resultados parciais de suas pesquisas sobre a Geografia de seus países. 

Na oportunidade  o Coletivo de Geografia Crítica do Equador apresentou o manifesto sobre o projeto do governo federal para explorar petróleo em terras da amazônia equatoriana (vide link no final desta postagem) onde concentram um expressivo patrimônio da geografia cultural expressado pelo saber fazer de grupos indígenas, além de se tratar de uma região vulnerável em termos ambientais, a qual pode vir a ser submetida a impactos ambientais negativos decorrentes da eventual aprovação e execução do projeto da indústria petroleira. 

Também foi apresentado pelo geógrafo Nathan Belcavello de Oliveira, o número 2 da Revista de Geografia Meridiano editada pelo Centro Internacional Humboldt, como projeto binacional entre Argentina e Brasil.

Vale destacar que Quito foi fundada em 06/12/1534, tem 290 km² de território, localiza-se ao norte do Equador nas inclinações do vulcão ativo denominado Pichincha (4.794 metros acima do nível do mar), na Cordilheira dos Andes e é a segunda cidade mais populosa do país (1.865.541 habitantes em 2005). Nesta cidade há duas estações climáticas: o verão (a estação seca) e o inverno (a estação chuvosa) (WIKIPÉDIA, 2014).
                              
Vista parcial da cidade de Quito desde o teleférico situado num trecho da colina a leste do vulcão ativo denominado Pichincha.

Vista parcial de Quito desde a região Centro-Norte desta cidade avistando-se no canto superior direito o vulcão Pichincha (parcialmente coberto por nuvens).

Amanda Yépez do Coletivo Geografia Crítica do Equador durante sua conferência sobre o território da comunidade Kichwa de Paña Cocha no contexto do projeto de exploração de petróleo na amazônia equatoriana.

Diego Mancheiro (esquerda) do Instituto da Cidade - Equador durante sua conferência sobre "Geografia e Economia" em que destacou os mapas de diagnósticos de oferta e demanda da produção e do consumo de matérias-primas e bens industriais assim como obras e serviços públicos cidade de Quito.

Manuela Silveira (a direita), ao lado de Paola Maldonado Tobar (centro) e Manuel Bayon (esquerda) apresentando o manifesto do Coletivo Geografia Crítica do Equador sobre o projeto do governo federal de exploração de reservas petrolíferas no Parque Nacional Yasuní, na região da amazônia equatoriana (consulte o inteiro teor do manifesto no link citado no final desta postagem)

Omar Gejo do Centro Internacional Humboldt, Argentina durante sua conferência sobre o tema "Exportações mundiais de mercadorias por regiões e determinadas economias".

Nathan Belcavello de Oliveira, Omar Gejo e Elias Vieira durante a visita num trecho frequentado por poetas e intelectuais equatorianos no centro histórico de Quito

Nathan Belcavello de Oliveira, durante sua conferência sobre "Brasil como Geografia".

Elias Vieira proferindo sua conferência sobre o tema "Legitimidade dos protestos de rua em junho de 2013 no Brasil" em que enfocou o fenômeno e suas causas relacionadas às demandas socioespaciais das cidades brasileiras.

Nathan Belcavello de Oliveira, secretário geral da Revista de Geografia Meridiano editada pelo Centro Internacional Humboldt, apresentando o número 2 deste periódico científico internacional.

Da esquerda para a direita: Luis Vitor (Peru), Paola Maldonado (Equador), Manuel Bayon (Espanha), Nathan Belcavello de Oliveira (Brasil), Elias Vieira (Brasil) durante o encerramento do fórum "América Latina como Geografia".

Jantar de confraternização dos organizadores e participantes da Conferência Regional Humboldt. Da esquerda para a direita: Elias Vieira (Brasil), Nathan B. Oliveira (Brasil), Omar Gejo (Argentina), Manuel Bayon (Espanha), Paola M. Tobar (Equador) e Luis Vitor (Peru).

Link do manifesto do Coletivo Geografia Crítica do Equador sobre projeto de exploração de petróleo em trechos da amazônia equatoriana:


terça-feira, 15 de abril de 2014

POSTURAS MUNICIPAIS




O que são as posturas municipais ou o Código de Convivência Urbana? 

A resposta, grosso modo, pode ser respondida da seguinte forma: é a norma aprovada pelos municípios para disciplinar a conduta dos usuários das cidades, sobretudo quanto à sua infraestrutura.

Nela geralmente constam as obrigações relacionadas ao uso de terrenos, ruas, avenidas, praças, assim como do equipamentos públicos entre outros espaços construídos.


O conhecimento dessa lei pela população é de fundamental importância para o bom convívio social e a prevenção aos danos e incômodos que podem ser causados pelas obras, serviços e atividades produtivas em geral.

Para tanto é recomendável que as Prefeituras divulguem suas leis referentes às posturas municipais, inclusive através de disciplinas da grade da rede de ensino escolar. 

A obediência a esse conjunto de condutas pelas pessoas contribui para diminuir os desentendimentos, às desavenças e o mal estar entre vizinhos e desses com o poder público (Prefeitura e Polícia conforme o caso). Também enquadra os indivíduos incivilizados que não tem limites na prática de ações nocivas ao patrimônio público e ao convívio social.

No entanto sabe-se que muitas Prefeituras não têm Código de Posturas/de Convivência Urbana ou o que existe é muito antigo e não mais atende os problemas da nova realidade social brasileira em que se observa um crescente número de pessoas mal educadas, desrespeitosas dos bons costumes e até mesmo violentas ou causadoras de temor por onde passam.

Há também casos de municípios que apesar de possuírem a lei das posturas municipais não têm equipe de fiscalização de seu cumprimento, caso em que a norma não sai do papel e a cidade gradativamente passa para as mãos dos mais fortes ou influentes.


Portanto, recomenda-se à população e as autoridades darem crédito ao Código de Posturas ou de Convivência Urbana, tornando-o um instrumento valioso para melhorar as condições de vida no convívio comunitário visando o bem de todos.




Conheça mais sobre o tema clicando sobre o endereço que se segue:

COMÉRCIO DE REMÉDIOS






Este artigo fundamenta-se em método e técnica utilizada pela Geografia do Consumo. Sua finalidade é informar e chamar à reflexão os consumidores de medicamentos e ou seus cuidadores para um aspecto importante: a política de preços praticada pelas farmácias seja as de pequeno porte seja as integradas em rede.

Esse assunto também serve à reflexão da classe política, dos governantes e sobretudo da Vigilância Sanitária porque o ramo farmacêutico tem relação direta, e ao mesmo tempo, com a economia popular e a saúde pública.

Nesse sentido faz-se necessário transmitir o diagnóstico baseado em pesquisa de observação e quantificação do autor quanto ao cotidiano dessa atividade comercial.

Em primeiro lugar, nas cidades médias e grandes, por exemplo, tem-se a sensação de que há uma farmácia em cada esquina tal é a quantidade de lojas instaladas. Elas ocupam espaço estratégico até nas principais redes de supermercados atuantes no Brasil. 

Em segundo lugar, o fenomenal desempenho das vendas no setor é atribuído principalmente a três fatores: aumento da renda, do envelhecimento e da vaidade da população. Isso puxa a venda de remédios, cosméticos, e perfumaria.

Portanto, a reflexão do consumidor e ou de seus cuidadores deve ficar longe da movimentação financeira e da publicidade desse setor de negócios. 

Mas, focar-se nos preços, na qualidade e na eficiência dos remédios, assim como na cordialidade e sinceridade dos profissionais de atendimento. 

Para contribuir com a decisão de compra de remédios o autor deste artigo divulga sua pesquisa, realizada em maio de 2012, em que os preços dos produtos de uso contínuo, em três redes de farmácias de grande porte em Ribeirão Preto (SP), e uma loja de Cravinhos (SP).

Os resultados foram o seguintes: dos 19 produtos verificados 8 deles tinham diferenças de 1,5% a 10%; 3, de 11% a 20%; 3, de 21% a 30%; e 5, mais de 41%, no preço entre as lojas. Em onze itens (58%) a farmácia de Cravinhos tinha preço menor e em dois deles igual. 

Veja-se que nem sempre o faturamento crescente, a fusão de capitais, o crescimento do ramo, nem o tamanho da loja ou da rede, ou da cidade onde o remédio é vendido é a melhor opção de compra para o consumidor e/ou seu cuidador. 



Conheça mais o tema deste artigo clicando no endereço abaixo:







sexta-feira, 11 de abril de 2014

OBSTRUÇÃO DE CALÇADA





Num artigo publicado no jornal A Tribuna Regional de Cravinhos, SP, Brasil descreveu-se o significado e destacou-se a finalidade e a importância da Lei Municipal de Posturas também conhecida como Código de Posturas Municipais. Ela tem como um dos propósitos garantir a disciplina coletiva e o convívio social harmônico ante ao uso dos bens públicos e dos serviços urbanos pelas pessoas.

Naquele artigo também se chamou a atenção das autoridades e da comunidade para o dever de divulgar e valorizar as normas e penalidades previstas no Código de Posturas. Esse trabalho se faz necessário porque não é incomum os infratores alegarem desconhecimento das restrições impostas pela legislação. 

As proibições não citadas expressamente pela lei se justificam porque se trata de um hábito tradicional em que o respeito depende da formação e educação familiar. Ou, da qualidade do "berço" onde a pessoa nasceu e cresceu, assim como do contexto em que ela convive atualmente.

Neste post se aborda uma das exigências comuns do Código de Posturas dos municípios visando regrar o uso de área pública por ocasião de construções prediais e reformas de imóveis edificados. Trata-se da construção ou implantação correta de fechamentos, ou seja, muro, tapume etc., assim como a colocação de andaimes e assemelhados nas obras de construções ou reforma. O uso e funcionamento desses equipamentos devem garantir o ir e vir das pessoas sem oferecer-lhes desconforto e risco de perigo no uso da via pública.

Pesquisados os Códigos de Posturas de três municípios brasileiros de diferentes portes populacionais se constataram que as estruturas e equipamentos citadas não devem apresentar risco de acidentes aos pedestres; elas não podem ir além da metade da largura da calçada e no máximo até 1,20 m. Em qualquer hipótese a passagem e a segurança do pedestre têm que ser garantidas. Neste caso o logradouro público – rua e calçada – não pode transformar-se em depósito provisório de terra, materiais (ferragem, madeira, sacaria, tijolo, telha etc.), resíduos e rejeitos de construção e equipamentos (betoneira, carriola, gerico etc.). A calçada ou a rua tampouco devem ser usadas para preparar concreto, ferragem, massa, etc. ou escorrer água contaminada com restos de ácidos, cal, cimento, querosene, solvente e outros produtos químicos. 

Sendo assim tudo que fizer parte da obra deverá constituir-se no chamado “canteiro de obras” que pode ser instalado e operado somente nos limites internos do tapume.

Vale lembrar que nos municípios que não têm Código de Posturas, geralmente a fiscalização também não existe; sendo comum deparar-se com uma verdadeira desordem no uso do espaço público, fato que caracteriza seu uso errado e perigoso. 

Denunciar e exigir o exercício do poder de polícia administrativa municipal é uma das alternativas de solução. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

PAINEIRA


Este artigo destina-se a estimular as pessoas a valorizar o meio ambiente a partir de um de seus componentes vegetais aqui representados por uma árvore de grande porte originária principalmente das florestas brasileiras, e da Argentina, considerada uma das mais belas do mundo: a paineira. 

A iniciativa se justifica pela agradável beleza cênica que ela nos oferece nesta época do ano cujo destaque é creditado ao lindo colorido das suas flores brilhantes que se torna ainda mais evidente pela queda da quase totalidade das folhas. Depois dessa etapa seus frutos maduros nos dá a paina com aparência de seda, ou seja, fibras de textura fina e cor branca que podem ser aplicadas em diversos usos, inclusive como enchimento de travesseiro. E a contribuição da paineira ao homem e ao meio ambiente não para aí; sua arquitetura com ampla copa facilita a construção de ninhos de pássaros.

Além disso, ela empresta seu nome popular a empreendimentos comerciais e de serviços em várias cidades brasileiras. Ou seja, a clube de campo em São Paulo, capital; centro de compra em Jundiaí, condomínio em Ribeirão Preto, clube hípico em Campinas, ambas no interior de São Paulo; centro de compra e hotel em Goiânia (GO). Seu nome também denomina a famosa música sertaneja "paineira velha" composta e gravada por Zé Fortuna e Pitangueira, que vale a pena recordar.

Esses são alguns exemplos da importância social, ambiental e cultural dessa magnífica árvore sobretudo na atividade pessoal, profissional e econômica de nossa gente.

Para ampliar a divulgação do seu conhecimento cumpre dizer que a paineira tem como características básicas cerca de vinte metros de altura na fase adulta; flores grandes, com cinco pétalas rosadas, pintas vermelhas e bordas brancas. Há também uma variedade pouco comum de flores brancas. No entanto, seu porte e os espinhos do caule durante a etapa do desenvolvimento restringem o plantio da espécie nas ruas, sendo recomendável cultivá-la em espaços amplos e livres como bosques, parques e assemelhados.

Na região de Ribeirão Preto (SP), Brasil é comum deparar, no outono, com paineiras floridas nas estradas, no acesso às áreas de lazer, clubes, fazendas, pesqueiros, sítios, assim como em lugares cujos donos ou cuidadores apreciam os inúmeros benefícios da arborização, inclusive para prevenir o estresse da vida apressada de hoje.