domingo, 17 de abril de 2016

CRISE DE GOVERNO E CARESTIA

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Fonte: Google
A hipótese de alguns especialistas em assuntos ligados à economia para a falta de credibilidade do governo federal, às vezes, se baseia no argumento de que ele gasta mal o dinheiro que arrecada.

Todavia, conforme pode ser comprovado nos temas divulgados na televisão, nos jornais e nas revistas o descrédito vivido pelo governo também tem ramificação na esfera política partidária e judiciária.

Enquanto se busca uma solução para essas questões, o fato é que o agravamento da crise fez aumentar o sofrimento da população e dos segmentos produtivos do país. 


Os efeitos do aprofundamento da crise manifestam-se principalmente nas incertezas da economia e no desemprego. Também repercutem na alta dos preços, como, por exemplo, de alimentos, combustíveis, tarifas de serviços e tributos, e, consequentemente, do custo de vida.

Portanto, no que respeita à carestia dos alimentos, por exemplo, é oportuno registrar algumas estratégias desse articulista para reduzir seu impacto no orçamento doméstico.

Uma delas é ir às compras com uma lista prévia dos produtos e a outra é pesquisar os preços em várias lojas antes de comprar. 

A ideia é não se deixar atrair por produtos supérfluos, mas levar para casa o essencial além de garantir a compra pelo menor preço, sem, contudo, desprezar a avaliação do custo benefício.

O uso dessas estratégias se justifica no trabalho realizado por este articulista no dia 23 deste mês em que se pesquisaram os preços de cinco produtos em três supermercados de Cravinhos, SP, Brasil. 

Nele se constatou que a variação entre o menor e o maior preço foi: mamão papaia, 11%; banana prata, 14%; batata lavada tipo inglesa, 52%, tomate rasteiro e outro, 60% e laranja pera de média a graúda, 134%. 

Vale dizer que a oscilação de preços é comum no varejo e representa mais um motivo para o consumidor pesquisar o mercado antes de comprar.

Leia mais:

REJEITOS GASOSOS


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Fonte: Google
Têm sido comuns as manifestações de preocupações com os problemas oriundos da poluição gerada no descarte impróprio dos resíduos e rejeitos sólidos em áreas públicas, lotes vazios, beira de estradas etc.

No entanto, o mesmo não ocorre com os efeitos negativos dos poluentes gasosos lançados indevidamente na atmosfera que, nem sempre, são detectados pelos órgãos sensoriais humanos. Afinal de contas esses resíduos, igualmente ao lixo, podem ocasionar danos à saúde, ao meio ambiente e à economia. 


E, como não bastasse, ambos consomem dinheiro do orçamento público municipal devido aos gastos que se têm para resolver os problemas decorrentes dessas irregularidades cometidas por alguns.

Um dos motivos da falta de prioridade à mitigação da poluição do ar é a deficiência de orientação e fiscalização das fontes geradoras de fumaça, gases, partículas de materiais, poeira, vapores etc. 

Outro motivo é a inexistência ou inadequação de um plano de controle dos processos de fabricação em que a direção, e os trabalhadores e das empresas poluidoras se comprometam com a produção limpa. 

Nesse sentido são indicadas ações para monitorar e medir, periodicamente, e por amostragem, os níveis de poluentes lançados no ar, assim como verificar se eles estão dentro do limite permitido.

A implantação de um plano de gestão ambiental resolver essa lacuna e seu custo benefício e positivo porque além  de sua simplicidade na implantação, não custa caro, e previne incômodos à vizinhança. E mais, evita os obstáculos à renovação da licença ambiental junto aos órgãos licenciadores, além de o empresário se precaver das multas por ocasião da fiscalização.

Leia mais:
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=660

sábado, 9 de abril de 2016

GEÓGRAFOS E GEOECONOMIA

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Fonte: Google
Os profissionais geógrafos estão habilitados a atuar na área da economia na proposição de soluções para problemas originados na inter relação da geografia (física e humana) com o sistema de produção e consumo e vice-versa. 

Eles avaliam os potenciais econômicos por meio das condições geográficas de municípios, estados, países e micro ou macro regiões, assim como de empresas.

Afinal, a dinâmica desses fatores é influenciada pelas especificidades dos recursos físicos, culturais, humanos e ambientais de cada gleba rural ou espaço urbano, industrial ou de prestação de serviços. 

O argumento citado se justifica porque a quase totalidade da superfície terrestre é constituída pela síntese geoeconômica e suas diversificadas características.

Portanto, a gestão espacial de políticas públicas ou privadas (infraestrutura, serviços públicos; expansão comercial, industrial e de serviços etc.) depende, sobretudo, da resolução de questões geoeconômicas.

Desse modo, a intervenção do geógrafo se torna ainda mais importante para a tomada de decisão de políticos, gestores, empresários e demais lideranças.

Um exemplo é a notícia de que a Alemanha, China, Estados Unidos e Rússia, miram cada vez mais as brechas geoeconômicas do Brasil, porque cresce a dificuldade de eles valorizarem seus capitais no mercado interno. 

Assim, o noticiário confirma que esses países pretendem aumentar seus negócios nos setores de petróleo, eletricidade, água potável, banco, educação e saúde, cuja regulação e operação interna se faz por empresas nacionais e pelo governo do Brasil.

Diante desse cenário não é errado dizer que uma decisão geoeconômica para se manter a soberania brasileira nessas áreas é  combater a corrupção e a má gestão do orçamento público. E, ao mesmo tempo, reduzir a inflação, gerar poupança, melhorar a eficiência dos serviços prestados, e estimular a criação e o crescimento das empresas brasileiras.

Links recomendados:


DESPERDÍCIO DE MILHO NA LAVOURA

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Este artigo trata do desperdício de milho observado numa pequena área de plantio, na cidade de Cravinhos, SP, Brasil com utilização de uma colhedora mecânica que possui dispositivo de auto movimentação durante o processo. 

Chamou a atenção o fato de se constatar diversos pés de milho deitados no chão com espigas que não foram capturadas pela colhedora. E, tampouco, houve a colheita manual para recuperar o produto. 

É importante ressaltar que o milho deixado na lavoura tem excelente qualidade como se constatou nas espigas catadas por este articulista na soqueira da plantação visitada.

A propósito verificou-se no trabalho de Taniele Carvalho de Oliveira e outros pesquisadores, publicado, em dezembro de 2014, na revista Agrarian Academy de Goiânia, Goiás, Brasil, os motivos do desperdício:

“As perdas ocasionadas durante a colheita podem ser influenciadas por diversos fatores como o preparo do solo, época incorreta de semeadura, espaçamento e densidade, cultivares não adaptados, ocorrência de plantas daninhas, atraso na colheita, umidade inadequada, falta de monitoramento das perdas e má regulagem e operação da colhedora”.

Ante a essa observação infere-se que o agricultor responsável pela lavoura visitada não fez a "lição de casa", e, em consequência, teve reduzida a renda da safra.

Cumpre dizer que os autores desse importante trabalho citam que as perdas na colheita mecanizada de milho também são influenciadas pela velocidade e o sistema de limpeza da colhedora. 

O estudo também diz que “um nível tolerável de perda para a cultura do milho está em torno de 1,5 saco por hectare (10.000 m²) [...]".

Ressalta-se que o desperdício para o produtor originou a abundância para os roedores silvestres e pássaros, principalmente, as rolinhas e pombas vistas se alimentando dos restos da colheita.


EMBALAGENS DESCARTÁVEIS


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Este artigo leva em conta o fato de se viver uma época em que predominam as embalagens descartáveis tanto na política de produção, distribuição e revenda, como no hábito de grande parte das pessoas. 

O mesmo ocorre com os produtos programados, desde a concepção e fabricação, para se tornarem obsoletos conforme os objetivos de empresas que, em geral, querem fabricar e vender cada vez mais apesar de os recursos naturais serem finitos.

Vale dizer que um dos motivos da popularização das embalagens descartáveis está no apelo ao comodismo como arma do sistema de produção e consumo para obter a adesão dos/as fregueses/as ao uso dos descartáveis. 

Além disso, a logística dos fabricantes, atacadistas, supermercados, lojas de conveniência, mercearias etc. nem sempre admite as embalagens retornáveis para serem reutilizadas e/ou recicladas depois do consumo do produto que acondicionam. 

Como resultado, cada vez mais as cidades ficam abarrotadas de resíduos e rejeitos para serem destinados pelos municípios, quase sempre, sem tratamento. Como se não bastasse, a coleta seletiva, o reuso e a reciclagem, como política pública, ainda estão longe de se tornar realidade na maioria das cidades brasileiras.


Por isso não é incomum encontrar esses materiais jogados em locais impróprios que estão causando doenças e até epidemias, cujo custo social, induvidosamente é incalculável.

Como não bastasse, observa-se que são poucos os agentes da cadeia produtiva que criam, espontaneamente, os meios de retorno das embalagens aos fabricantes para reuso e/ou reciclagem. 

Salvo o caso das embalagens de alumínio em que o Brasil está entre os primeiros países em reciclagem, nos demais itens como papel, papelão, plástico etc. não se têm um desempenho adequado às suas potencialidades industriais. 

Portanto, não é errado dizer que se ignora o potencial dos resíduos para gerar resultados socieconômicos e ambientais como, por exemplo, trabalho e renda para os/as brasileiros/as em situação de risco social e a prevenção da poluição.

Links recomendados

Embalagens de agrotóxicos:


Embalagens de papelão:

segunda-feira, 21 de março de 2016

VII CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE ESTUDOS TERRITORIAIS E AMBIENTAIS - CIETA


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Foto: vista parcial da cidade de Manizales, Colombia, sede do VII CIETA

O presente artigo trata da divulgação do VII CIETA - CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE ESTUDIOS TERRITORIALES Y AMBIENTALES que será realizado na lindíssima e acolhedora cidade de Manizales (foto com vista parcial),conhecida como distrito do café na Colombia, nos dias 1 a 4 de novembro de 2016.

 A importância e a tradição desse Congresso internacional está comprovada pelo sucesso das edições anteriores realizadas no México (2003), Espanha (2010), Cuba (2012), e Brasil (2014).

Os eixos temáticos do VII CIETA abrangem áreas da Ciência como: 1) território e meio ambiente; 2) tempo ambiental das cidades e regiões e a globalização; 3) sinergias urbano-rurais e a gestão ambiental; 4) geopolítica e governança no contexto do planejamento e ordenamento territorial; e 5) a relação do turismo com o meio ambiente e o território.

O prazo de apresentação de resumos, que poderão ser elaborados em português e espanhol, expira no dia 29/05/2016.

COMISSÃO ORGANIZADORA - VII CIETA

Nohra León Rodríguez, UNAL-Bogotá, Colombia.

Nohora Carvajal Sánchez, UNAL-Amazonia, Colombia.

Luis Carlos Jiménez Reyes, UNAL-Bogotá, Colombia.

Oscar Buitrago Bermúdez, UNIVALLE- Cali, Colombia.

Claudia Patricia Gómez Rendón, UNIBOSQUE, Bogotá, Colombia.

Diana Marcela Sánchez Torres, Universidad de Caldas - Manizales, Colombia


CONTATOS


dianamarcela.sancheztorres@gmail.com


PRIMEIRA CIRCULAR EM ESPANHOL (ADAPTADA)

VII CIETA
VII Congreso Iberoamericano de Estudios Territoriales y Ambientales

Manizales, Colombia
Sedes: Universidad Nacional de Colombia e Universidad de Caldas

Noviembre 1 al 4 de 2016

NORMAS PARA LA PRESENTACIÓN DE RESÚMENES

Los resúmenes que serán sometidos para su evaluación deben contener:
- Título
- Nombre del (de los) autor(es)
- Filiación institucional
- Eje temático en el que se inscribiría el trabajo
- Tres palabras clave
- Texto del resumen

El texto del resumen tendrá un máximo de 500 palabras. En el mismo se presentará el problema, los objetivos, la metodología empleada y los principales resultados. No se incorporará al resumen ninguna imagen (mapa, tabla, gráfico, fotografía). El resumen podrá tener como máximo tres autores, y cada participante solamente podría inscribirse con un trabajo (individualmente o en coautoría)

Se aceptarán resúmenes en portugués y español.

Los participantes enviarán el resumen a la dirección viicieta@gmail.com



 


sábado, 5 de março de 2016

MEDICALIZAÇÃO: UM CONCEITO A SER MELHOR CONHECIDO


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Fonte: Google

Não faz muito tempo que essa coluna publicou artigos sobre a geografia médica e o rápido crescimento do número de lojas que vendem medicamentos (e agora energéticos) nas cidades brasileiras.

Hoje se publicam trechos de um trabalho científico sobre o tema medicalização em virtude de sua divulgação pela televisão, em meados de 2015, ter despertado interesse de muitas pessoas devido à aparente complexidade de seu significado. 

Além disso, não é incomum associar a medicalização ao fato de ter sido popularizado o uso de medicamentos de tal modo que em quase todas as residências tem alguma pessoa usando vitaminas; medicamentos industriais, homeopáticos, entre outros. 

A ideia é ter um remédio sempre a mão para resolver a dor de cabeça ou cólica, o estresse, mal estar, a irritação, insônia, ansiedade, depressão, indisposição, baixo rendimento escolar e vai por aí afora.

O trabalho citado é de Madel Terezinha Luz e, publicado em 1988, diz resumidamente que: “medicalização é o processo pelo qual o modo de vida dos homens é apropriado pela medicina e que interfere na construção de conceitos, regras de higiene, normas de moral e costumes prescritos – sexuais, alimentares, de habitação – e de comportamentos sociais. [...] outro uso freqüente do termo é 'medicalização do social'. [...] Essa expressão pode ser entendida como a forma pela qual a evolução tecnológica vem modificando a prática da medicina, por meio de inovações dos métodos de diagnóstico e terapêutico, da indústria farmacêutica e de equipamentos médicos. Por outro lado, pode ser usado numa referência às conseqüências que acarreta para o jogo de interesses na produção do ato médico”. 

O trabalho de Madel justifica as notícias de que a indústria farmacêutica cresceu demais e teria atingido a segunda posição em faturamento no mundo e ainda a presença de grande quantidade de lojas de venda de remédios. Chega-se a ter quase uma loja em cada esquina em algumas regiões das cidades médias ou grandes.